segunda-feira, 28 de maio de 2012

AFLUENTES POEMÁTICOS - XVI - DOR DE FERA CRUA

NESTE LONGO CAMINHO
DE ACIDEZ DANINHA
JÁ SE PESCA À LINHA
O RISO DO MINDINHO
QUE SOBRE O ASFALTO
DA PARADA IMORTAL
LEVANTA A MORAL
À NOITE DO BASALTO
E ACENDE AO DIA CRUEL
AS ALGEMAS DO MEL.
DE CELAS NÃO SE FALA
NEM DO SEU CORAÇÃO,
MAS QUANDO SE RESVALA
P´LA COSTELA DE ADÃO
É EVA QUEM SE AQUECE
E NÃO A SUA RAZÃO
QUE AO CALOR ESTREMECE
E AO FRIO EMUDECE.
E SE A DOR SE ENFRENTA
COM A FOZ DA MALÍCIA
EIS QUE A CARNE INVENTA
À SUA VOZ, A CARÍCIA
QUE EM TUDO DESCOBRE
O DOCE VÉU DO COBRE
QUE AO TEMPO ENCOBRE
A FEBRE DE MORRER
NO AMOR DE NASCER
P´RA QUE O TEMPO DILUA
A DOR DA FERA CRUA.
Jorge Manuel Brasil Mesquita
Criado, em 28 de Maio de 2012, às 14H50, na Biblioteca Nacional.
Escrito, directamente, no blogue, na Biblioteca Nacional, no dia 28 de Maio de 2012, às 14H51, e, concluído, às 15H29 do dia 28 de Maio de 2012.

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